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quarta-feira, outubro 20, 2004


Nova avenida

É sempre bom lembrar...
Art. 5 da Constituição Federativa do Brasil de 1989
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

terça-feira, outubro 19, 2004

Caso Herzog abre crise entre Lula e Defesa

A divulgação de fotos que supostamente mostram o jornalista Vladimir Herzog momentos antes de sua morte provocou ontem uma crise entre o Palácio do Planalto e o Ministério da Defesa.A nota oficial sobre as fotos em que o jornalista, apresentado como suicida em 25 de outubro de 1975, aparece nu em uma cela sob custódia do Exército fez crescer um mal-estar que já havia sido desencadeado na semana passada.Na sexta-feira, o comandante da Missão da ONU de Estabilização no Haiti, o general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro Pereira, relacionou a onda de violência em Porto Príncipe a declarações do candidato democrata John Kerry em favor do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide, que deixou o país em fevereiro após protestos e um levante armado.Ontem, antes de embarcar para Curitiba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou o ministro José Viegas (Defesa) para pedir explicações. Segundo assessores do presidente, ele avalia que os dois casos passam a impressão de que Viegas não tem autoridade sobre o Exército.Lula ficou particularmente irritado com o teor da nota do Exército, que em sua avaliação tem um estilo elogioso às práticas adotadas durante o regime militar contra militantes de esquerda.Segundo Lula, o tipo de manifestação do general Heleno não poderia ser dada sem consultas ao governo brasileiro, especialmente ao ministro da Defesa. O comandante se retificou ontem, dizendo que foi mal interpretado.Depois da cobrança de Lula, Viegas informou que iria conversar com o comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, para saber quem havia decidido publicar a nota sobre Herzog. Viegas estava disposto a divulgar outra nota, dessa vez da Defesa, mas não o fez ontem.O texto do Exército, divulgado em resposta à notícia publicada no domingo pelo "Correio Braziliense" sobre as fotos de Herzog ainda vivo e em condições humilhantes, diz que "as medidas tomadas pelas Forças Legais foram uma legítima resposta à violência dos que recusaram o diálogo, optaram pelo radicalismo e pela ilegalidade e tomaram a iniciativa de pegar em armas e desencadear ações criminosas".Assessores de Lula avaliaram que esse trecho foi elaborado como se o país ainda estivesse sendo comandado pelos militares, o que ele considera inadmissível. Outro trecho do texto divulgado que irritou o presidente é o que afirma que "o movimento de 1964, fruto de clamor popular, criou, sem dúvidas, condições para a construção de um novo Brasil, em ambiente de paz e segurança".A situação de Viegas no governo é delicada. Sua demissão é tida como certa na reforma ministerial que Lula deve promover após o segundo turno das eleições.Os dois episódios envolvendo o Exército podem apenas reforçar a decisão do presidente de tirá-lo do ministério, ainda que ele não tenha tido participação direta nos episódios. Viegas pode ser substituído pelo ministro Aldo Rebelo (Coordenação Política).Hoje, na reunião da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado Chico Alencar (PT-SP) pretende propor que o Comando do Exército seja interpelado sobre o teor da nota oficial, que ele considera "obscurantista". (tirado da Folha de São Paulo)

segunda-feira, outubro 18, 2004

Audiência da TV cai em dia antibaixaria

O total de televisores ligados na Grande São Paulo foi 14% menor ontem, entre 15h e 16h, do que no domingo anterior. Esse foi o horário sugerido pela campanha Quem Financia a Baixaria É contra a Cidadania para que os televisores fossem desligados em protesto contra a qualidade da programação.Entre 15h e 16h de ontem, segundo dados preliminares do Ibope, 46,9% dos televisores da Grande SP estavam ligados. No dia 10, esse índice foi de 54,5% e no dia 3, de 57,5%. A Globo perdeu quase oito pontos.Não houve queda brusca de audiência das TVs às 15h, início do protesto. As redes mantiveram o patamar de audiência registrado entre 14h e 15h.A Cultura exibiu debate sobre a qualidade da TV. O programa chegou a ser interrompido, por problemas técnicos, e deu só 0,7 ponto (cada ponto equivale a 49,5 mil domicílios). (tirado da Folha de São Paulo)

E viva a televisão brasileira!


te vi na tv

Esses dias, não me lembro quando, estava passando os canais quando vi essa maravilha de programa cultural e educativo. Infelizmente, em casa pega o RedeTV, canal conhecido por sua programação pra lá de apelativa. Uma das poucas coisas que salvam neste canal é o programa Pânico na tv (acho que é esse o nome), é muito insano, muito bestial. É o reflexo da situação atual da tv brasileira, programas letárgicos para um povo acomodado e conformista. Sou contra qualquer tipo de censura, mas tem coisas que...

domingo, outubro 17, 2004

TV dominical merece, mas não é desligada

BIA ABRAMO COLUNISTA DA FOLHA

Apesar de ser um apelo razoável, hoje, entre 15h e 16h, dá para prever que não serão muitas as TVs desligadas em sinal de protesto. A idéia, da campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania, de usar o boicote como forma de pressão até que é boa, mas o domingo parece ser o dia menos adequado para uma mobilização desse tipo.De certa maneira, a programação de domingo é das mais representativas daquilo que se costuma classificar como baixaria, por que é quando a TV regride a seu estágio mais primitivo. A caixa preta a um canto da sala tem que mostrar movimento, som, luzes, cores. Tem que oferecer distração, em seu sentido mais concreto. Mas não é que, então, se reserva o melhor da TV para o domingo.Parece ser o contrário: é o dia da letargia televisiva mais profunda, em que o imperativo é inventar a ilusão do movimento, de maneira que o telespectador fique o mais quieto possível diante da tela. O que não parece ser fácil. Os executivos da TV arrancam os cabelos para acertar na ilusão mais capaz de iludir o telespectador de que aquilo que ele vê é divertido, interessante etc.Não é à toa que os principais programas dominicais precisam de animadores. Cabe ao (à) apresentador(a) criar uma atmosfera de histeria que dê a impressão de que está acontecendo ali alguma coisa de fato. Para o tempo escorrer lento do outro lado da tela, o (a) apresentador(a) tem que imprimir sempre um tom de urgência, de exclusividade.Domingo, apesar de dia do descanso no mundo real, é também o dia da disputa mais acirrada por audiência. A concorrência entre os programas é coisa que se leva a sério, tão a sério que se faz de tudo para ganhá-la. Está aí o Gugu respondendo a processo por ter levado ao ar uma entrevista falsa com um membro do PCC mais falso ainda.Por mais que a TV no domingo seja realmente o fim da picada e que, portanto, mereça ser calada, talvez seja o dia do telespectador mais passivo. Provavelmente, quem está hoje diante da TV é porque não tem ou não se interessa por outras alternativas de lazer. Em ambos os casos, é difícil renunciar ao barulho e animação, ainda que artificial, da TV para preencher esse vazio.De qualquer maneira, desligar a TV, seja hoje ou em qualquer outro dia, é dos poucos instrumentos de pressão do telespectador. Esse tipo de campanha tem efeitos mais simbólicos do que efetivos, está claro, mas é nisso, por outro lado, que reside a sua importância. Afinal, é com isso mesmo que a mídia, e a TV, portanto, trabalha, com representações.Um dos símbolos mais plásticos e essenciais da TV é o telespectador que engole tudo o que lhe é destinado, sem abrir o bico. Se se dissemina a idéia de que o telespectador não deve engolir tudo o que lhe destinam -mesmo que os resultados numéricos não sejam lá muito eloqüentes e ainda que seja aos poucos -, alguma coisa sempre acontece.

sexta-feira, outubro 15, 2004

Vão mudar o nome da avenida


Os Marinho e a ilustre prefeita Posted by Hello

Ativistas que lutam pela democratização dos meios de comunicação estão convocando um ato de rebatismo popular da Av. Jornalista Roberto Marinho para Av. Jornalista Vladimir Herzog na próxima segunda-feira, dia 18 de outubro, em São Paulo. O rebatismo é uma reação contra a mudança de nome da antiga Av. Água Espraiada para Av. Jornalista Roberto Marinho, que buscava homenagear o empresário recém falecido.
Se você quer saber mais sobre democratização da informação entre no site do Centro de Mídia Independente, lá se encontra também uma breve biografia desses dois saudosos brasileiros. http://www.midiaindependente.org/pt/red/2004/10/292474.shtml E tire suas conclusões sobre qual brasileiro é mais apto a ser homenageado com o nome na avenida.